quinta-feira, novembro 12, 2009
terça-feira, setembro 29, 2009
"I think I'm broken. Can you fix me...?"
Palavras botadas com sabedoria por
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domingo, setembro 27, 2009
A "provavelmente melhor noite do ano"!

Este post poderia ter o título alternativo "A todos os que marca(ra)m a minha vida" mas seria um título muito melodramático e piroso, embora o facto de não ser esse o título não impeça que o próprio post seja melodramático.
Não, não é uma despedida das lides bloggistas; eu gosto de escrever, sempre gostei, e de facto alivia a alma. Às vezes a fluidez na escrita é muito maior que a fluidez na fala; talvez seja um "aliviar de alma" cobarde mas serve.
É Domingo, mais um Domingo depois de um fim de semana cheio, e mais uma vez a sensação de vazio apodera-se de mim. É o ver partir os amigos, aqueles que marcaram e que fazem parte da minha vida, e sentir um aperto no estômago. Mas já me vou habituando, a vida é feita disto mesmo, de partidas e regressos; e enquanto existirem regressos estamos nós bem.
Fui à praia (mais uma vez), senti a areia nos pés, a àgua salgada a bater nos tornozelos e o sol a queimar na pele. A última vez este ano. E talvez por isso tenha sentido isso tudo de uma maneira diferente.
A noite foi mais uma vez animada, as pessoas fazem a festa quando estamos com quem nos sentimos bem. Foi uma noite completamente improvável, como diria uma amiga minha, "uma noite completamente sinceramente!"; acabámos a noite (ou começámos o dia?) numa pastelaria chamada "Flor de Cantanhede" (porque será que em todas a terras há uma pastelaria/padaria chamada "Flor do/a/e (nome da terra)"?) a comer sandes de fiambre em pão quentinho acabadinho de sair do forno, acompanhados com o motivo da nossa deslocação a Cantanhede: nada mais nada menos que o próprio Fernando Alvim!!
Acho que são estes momentos que nos marcam, este partilhar de experiências, o rir e chorar juntos. Olhei para as pessoas que estavam na mesa, algumas já as conheço há mais de uma década, outras conheço-as há menos tempo mas já fazem parte do grupo de "pessoas que marcaram a minha vida", e senti-me bem. Senti-me unida a elas, cúmplice naquele momento que partilhávamos, já ao raiar do dia.
Realmente não são só os momentos que nos marcam, as próprias pessoas também o fazem, muitas vezes sem o saberem. Quantas vezes não teremos nós marcado a vida de alguém sem sabermos, quantas vezes não teremos sido motivo de alegria ou de tristeza (faz parte da vida...), quantas vezes não teremos sido o último pensamento de alguém antes de adormecer ou o primeiro ao acordar. Muitas vezes não temos noção do impacto que temos na vida das outras pessoas, a importância que elas nos dão, a importância que elas próprias têm para nós. Se tivéssemos essa noção, talvez déssemos mais importância a nós próprios e talvez fizéssemos mais para sermos merecedores dessa importância.
Não é fácil exteriorizar sentimentos, ao expormos assim o nosso interior sentimo-nos mais fragilizados e com maior tendência para ferir quem se atrever a espreitar.No entanto, acho que não há que ter medo dessa exposição, pois não é vergonha nenhuma mostrar preocupação e carinho por alguém. Nós somos animais sociais, temos que ter contacto humano; é claro que muitas vezes esse contacto magoa, mas não podemos ter medo dele, nem todo o contacto termina em ferida.
Muitas vezes não é fácil lidar com essa importância que os outros nos dão, temos alguma tendência para "não ligar nenhuma" e deixar andar, "logo lhe passa". Erro crasso. Nunca devemos deixar ao "Deus dará" um sentimento como esse, se alguém nos dá importância devemos pelo menos ser merecedores dela; isso não significa que retribuamos, mas que ao menos não a ignoremos.
Dei conta disto este fim de semana; tenho uma certa tendência para não mostrar o que sinto e sempre pensei que "era problema meu", que ninguém se ia importar. Mas não; as pessoas importam-se, as pessoas vêem para além da pele, espreitam para o nosso interior; pelo menos aquelas que marcam a nossa vida todos os dias. Este fim de semana aprendi também que é preciso não ter medo de falar com essas pessoas, que mesmo que aquilo que tenhamos para dizer até as possa magoar vamos sempre ter importância para elas. É por tudo isso que elas nos marcam. Todos os dias. Toda a vida.
P.S. - Talvez este texto esteja um pouco confuso, mas tendo em conta as singelas 4 horas de sono que tenho em cima, é fácil perceber que fluidez é coisa que neste momento não existe nas minhas circunvalações cerebrais. Mas (acho que) o contéudo está lá.
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7:41 p.m.
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quinta-feira, setembro 24, 2009
Vírus "travestido"?

Telejornal de hoje: "A primeira vítima mortal do vírus da gripe A H1N1 morreu de infecção bacteriana generalizada". Ou seja, a primeira vítima mortal do H1N1 não morreu da infecção por H1N1. É de mim, ou há nesta notícia uma certa bipolaridade...? Ou será que o vírus H1N1 já ascendeu à condição de bactéria?
Esta notícia irritou-me. Não sei porquê, mas fiquei mesmo irritada. A comunicação social tem como papel informar a sociedade, não "desinformá-la", que é o que parece que estão a fazer.
A história da "primeira vítima mortal do vírus H1N1": emigrante em França, transplantado renal há 14 anos, começa a fazer rejeição do orgão. Desenvolve uma infecção abdominal grave, que degenera em pneumonia. É internado na UCI do hospital de S. João do Porto, onde estão internados doentes com gripe A; o que acontece? Apanha gripe A. Passados uns dias, acaba por morrer. De quê? De gripe A. E a tal infecção abdominal grave que o levou à UCI? Não tem nenhum papel? Não, o mau da fita é o H1N1. Vamos todos encharcar-nos de Tamiflu e imunizar-nos com vacinas feitas "à pressão" para que o mauzão do vírus H1N1 não nos faça mal.
Vem a ministra da Saúde fazer o anúncio da primeira morte causada pelo vírus H1N1; logo a seguir há uma conferência de imprensa no S. João, onde a responsável pela UCI desmente que a causa da morte tenha sido a infecção pelo H1N1, tendo sido a infecção bacteriana generalizada (septicémia) a responsável pela falência dos orgãos do paciente.
Até aqui tudo bem, é necessário fazer autópsia para saber em concreto a causa da morte de uma pessoa, e quando a ministra fez o anúncio ainda não estaria na posse de todas as informações (digo eu...). Mas a partir do momento em que a responsável da UCI do S. João vem a público esclarecer quais as causas da morte, porque é que esta notícia continua a ser dada sob o cabeçalho "Gripe A"? Por acaso a televisão tinha o som baixo, mas se calhar a notícia foi mesmo dada como uma amiga minha sugeriu: "imagino que foi dito bem alto: "A 1A VITIMA MORTAL DO VIRUS DA GRIPE A MORREU ... (e depois num tom mais baixinho) de infecção bacteriana generalizada"...". Já está claro que não foi o vírus H1N1 que matou o senhor, por favor tirem aquele cabeçalho quando falam neste caso. O senhor morreu de uma septicémia, coisa que acontece a milhares de pessoas no Mundo. Não alarmem as pessoas. Chamem as coisas pelos nomes.
Vírus e bactérias não são a mesma coisa, embora a maneira como as notícias estão a ser dadas assim dê a entender. Infecção bacteriana generalizada provocada por um vírus? Qualquer dia vêm dizer que os antibióticos é que são bons para matar o H1N1, qual Tamiflu qual carapuça. E com jeitinho basta encher uma malga com água e um punhado de sal, deixar à cabeceira da cama durante 3 dias e depois deitar essa água pela cabeça abaixo, repetindo três vezes "viruzinho, viruzinho, vai para aquele vizinho!" para ficarmos imunes a todas as maleitas. Claro que pode dar-se o caso de o H1N1 ter-se "travestido" para bactéria, porque a vida dos vírus é uma seca, as bactérias são muito mais fixes, pelo menos são mais complexas e têm metabolismo e não precisam de outras células para se reproduzirem, enquanto que os vírus não passam de uns pedaços de RNA ou DNA com uma cobertura sem graça. Aí sim, acredito que o vírus H1N1 "travestido" para bactéria tenha causado a tal "infecção bacteriana generalizada".
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10:03 p.m.
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domingo, setembro 20, 2009
Banda Summer Sessions End 09 ou "E pronto, já se foi o verão..."
Parece que o final do Verão já lá vem. E como sempre, os Chocalhos marcam essa viragem no calendário das estações do ano. Este ano com uma variante: a câmara municipal pôs à disposição dois autocarros gratuitos para transportar os "chocalheiros" até Alpedrinha, evitando assim os engarrafamentos provocados pelos "transumantes" que pretendem estacionar. Ou não... Foi giro ir no autocarro; estive uma hora na paragem à espera porque já não tinha lugar no autocarro das 23h e quando finalmente embarcámos, ia cheio de putos com litrosas na mão e uma grande dose de imaturidade (própria da idade) que se manifestava nos gritos e atitudes, claro está, imaturas.
Quando lá chegámos, lá levámos o famoso "banho de gente"; conversa-se com este e com aquele, encontram-se pessoas que não vemos há anos.
Mas este ano, a despedida do Verão teve outro requinte: teve direito a festa com DJ e tudo! A Banda Summer Sessions End 09 foi uma séria concorrente do Sasha Summer Sessions, mas em bom! Houve anjos de asas negras, bailarinas insufláveis com saias havaianas, karaoke, música dos anos 70, 80 e 90, comida e bebida com fartura, plumas e máscaras, cenas sado-maso com "pom-pons" de fitas prateadas, D'Artacão, Tom Sawyer e Michael Jackson, acantonamento na sala de jantar com colchões tripartidos e sacos cama, almoço ao som de música pimba. Só faltaram mesmo os anões, os cavalos e os homens nus!
O Verão foi tão em cheio que mereceu uma despedida em grande; é o adeus dos (muitos) dias passados na praia, das "bolas de berlim da d. Aurora, que têm o creme por dentro e o açucar por fora!", dos gelados de bola a pingarem para cima da roupa, do sol a queimar até às 19h, do cheiro a protector solar, do cheiro a mar, do cheiro a férias.
Foi boa, a despedida, embora as despedidas, por norma, não sejam boas. Fica sempre a saudade, mas como dizia Gabriel García-Márquez, "não chores porque acabou, sorri porque aconteceu". E eu sorrio a este Verão, que foi cheio de sol, mar, bolas de berlim, amigos e noites divertidas, sorrio com os dentes todos que tenho na boca e com a esperança que mais verões assim virão.
Agora fica o vazio do Outono, a estação mais melancólica das quatro estações; é o adormecer da Natureza, como se o Verão fosse hibernar para ganhar forças. E espero que para o ano que vem o Verão venha com energia renovada e que seja pelo menos tão bom quanto este.
P.S. - Rai's partam os Domingos, principalmente depois de um fim de semana tão cheio como este, um daqueles fins de semana que quando acabam deixam uma sensação de vazio e a triste percepção de que aqueles de quem gostamos e com quem nos sentimos bem estão longe.
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9:33 p.m.
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sexta-feira, agosto 14, 2009
Aaatchiim! (óinc)

Agora que entramos em contagem decrescente para o fim do verão (e ainda agora chegou o verdadeiro verão…) e a euforia das férias começa a dissipar-se, as pessoas começam a “cair na real” e a aperceber-se do caos que se aproxima: a época da gripe.
Portugal é um país de “épocas”: é a época dos incêndios, é a época da caça, é a época da gripe. Qualquer dia fazem-se cerimónias da abertura da época dos incêndios e da gripe, penso que em relação à caça haverá um qualquer ritual que marca o início da, claro está, época da caça.
Apesar de estar atenta a toda esta problemática da gripe A H1N1 (anteriormente conhecida como “gripe suína” e que por isso levou à chacina de milhares de animais sem que os desgraçados tivessem alguma coisa a ver com a transmissão da doença. Agora que penso nisso, realmente as pessoas sem hábitos de higiene são, em teoria, as que mais probabilidades têm de contrair a doença, uma vez que a lavagem frequente das mãos parece ser uma forma de evitar o contágio; às tantas o nome não seria assim tão despropositado…), nunca pensei muito a sério nisto e não alterei hábitos de vida como ir ao cinema, ir jantar fora, ir a um bar. Só alterei o modo de espirrar, o meu braço é agora o feliz contemplado que recebe as ditas “gotículas” que podem transmitir o vírus; de resto, tenho feito a minha vida normal, até fui de férias para o Algarve (embora aí confesso que me fazia uma certa “comichão” ir para dentro de certos bares quando estavam à pinha; fui, mas fiquei sempre perto da porta onde a renovação do ar é garantida, nunca fiando…) e andei na Expofacic sem máscara nem receio.
Mas agora, que as férias ditas “grandes” já passaram, e com o aumento exponencial de emigrantes que regressam à terrinha para ver a família, tenho dado comigo a olhar em redor, com alguma desconfiança, quando vou almoçar ao shopping, a ver se alguém tem ar de doente, ou se espirra para o braço, ou se se assoa e deita o lenço de papel fora.
Talvez pelo facto de a gripe começar a rondar aqui a zona (até já se mandam SMS a avisar “a gripe A anda na Covilhã, na freguesia de Santo António!”; deve ser um serviço novo de um qualquer operador móvel, o GripeMóvel ou AlertaGripe...) começo a ficar um pouco mais preocupada; preocupada não, apreensiva. E isto pega-se tanto ou mais que a própria gripe. Ontem o meu pai já falava em “plano de contingência cá para casa”; ofereci a minha casa como “quarto de isolamento” mas o meu pai respondeu “não é preciso, vamos ver é se não a apanhamos todos ao mesmo tempo”. E aí dei-me conta, aqui o “se” não tem qualquer valor, é mais “quando”. Porque isto vai ser apenas uma questão de tempo. “Quando a apanharmos, que não seja todos ao mesmo tempo”; sim, porque alguém tem que ir fazer as compras.
Dei comigo a pensar que se calhar o meu colega, que se orgulha de ter uma provisão gigantesca de enlatados e fraldas e Bruffen 600 (hum…) em casa, não é assim tão alarmista. Se calhar a probabilidade de nós a apanharmos, uma vez que trabalhamos num hospital, é grandita...
Penso na desgraçada da rapariga que está internada no hospital de S. João e penso que podia ser eu a estar ali (cruzes-canhoto, lagarto-lagarto-lagarto, Diabo-seja-cego-surdo-e-mudo); bem, talvez não, que eu havia de arranjar quem me passasse uma receita de Tamiflu, se visse que não me faziam nada na Urgência.
A gripe A em Portugal, em estilo já quase pandémico é uma realidade, e agora temos que aprender a lidar com isso. Só espero que, se me tocar a mim, S. Tamiflu venha em meu auxílio e que eu possa pertencer ao grupo de “doentes que seguiram com as suas vidas normais, completamente curados”.
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7:41 p.m.
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domingo, agosto 09, 2009
A banda sonora das férias
Há uma semana que acabaram as férias. Ainda estou deprimida, a praia faz-me muita falta, cada vez mais. Sinto-me "enterrada viva" nesta Beira desolada e despovoada.
As férias não serviram muito para parar, ainda terei que ir a um segundo "round", mas foram boas; foi bom abrir a janela e ver o mar durante 12 dias seguidos, foi bom ver gente e movimento, foi bom ouvir música e dançar.
Para mim, esta é a banda sonora das minhas férias deste ano. Sempre que a ouço lembro-me da praia da Rocha e quase que consigo sentir o cheiro do mar. :)
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6:14 p.m.
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sexta-feira, julho 17, 2009
Às vezes é preciso parar

Férias, finalmente férias! Vamos ver é se S. Pedro não mas boicota, como tem feitos com os fins de semana que eu programo para ir "pôr os cotos na praia" e depois fico a ver o mar por um canudo.
O melhor das férias é o "dolce fare niente", não haver horários nem tarefas que têm que ser executadas naquele espaço de tempo, é só usar o cérebro se nos apetecer. Eu conto usar o meu muito pouco, só vou ler "Lux", "Caras", "Nova Gente" e "TV7 Dias". Bem, talvez esteja a exagerar, mas escolhi livros levezinhos para estes dias de areia, sol e mar, e uma ou duas revistas ditas "femininas".
Não tenho grandes expectativas para estes dias para além de estar estendida ao sol (ou sombra, consoante a hora), ler, ir a banhos, voltar a estender-me na toalha, comer bolas de berlim todos os dias... Afinal até tenho expectativas para estas férias.
Sei que não vão ser das tais férias com a cabeça no colo da tal pessoa especial nem com beijos doces e quentes, mas sei que vão ser férias de ficar com os amigos na praia até às 8h da noite. E que os corpos vão ficar queimados do sol. E que o meu cérebro vai entrar em modo de economia. Porque às vezes é preciso saber parar.
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7:13 p.m.
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terça-feira, julho 07, 2009
Onde está o Verão...?

Tenho saudades do Verão. Não só daquele Verão com 27ºC às dez da noite; tenho saudades do Verão com 27ºC às dez da noite, sentada no capot do carro no meio da serra, a olhar o Fundão todo iluminado. Tenho saudades do Verão em que a temperatura às dez da noite não era sempre de 27ºC, ia subindo e subindo. Tenho saudades das noites de Verão em que o cheiro a mato era intenso e o barulho dos insectos era ensurdecedor, mas eu não ouvia nem cheirava nada a não ser o momento que vivia.
Tenho saudades do Verão quente, na esplanada, com os amigos, com muitos amigos, que agora já não moram aqui.
Tenho saudades do Verão das barragens e das piscinas e do rio; das festas nas terrinhas; das noites passadas a rir; das ruas com gente.
Tenho saudades do Verão com 3 meses de férias, ou até só com 15 dias, mas 15 dias e 15 noites recheados de expectativas, de animação.
Tenho saudades do Verão dos corpos queimados pelo sol, do grupo de amigos na praia até às 8 da noite; do Verão das cabeças deitadas no colo daquela pessoa especial, as mãos passeando pelo cabelo, e pela face, e pelo pescoço.
Saudades do Verão com a excitação do encontro depois do jantar, da troca de olhares, do toque discreto a dizer "anda", da linguagem corporal a dizer "quero-te".
Saudades do Verão dos beijos quentes e doces, das mãos passeando pela pele, das palavras sussurradas ao ouvido, da respiração ofegante, do olhar extasiado, do contacto com pele quente, da excitação da antecipação.
Tenho tantas saudades desses verões, que nem sempre são no Verão, mas que no Verão verdadeiro me deixam ainda mais saudades...
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9:53 p.m.
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segunda-feira, junho 29, 2009
(sorriso)

"Estás a tremer. Estás nervosa?"
"Não, estou com frio
"Eu estou nervoso."
"Porquê?"
"Tenho medo..."
"Medo do quê?"
"Medo do que possa acontecer."
"Quem tem medo compra um cão..." (sorriso)
"E depois, o que acontece?"
"Não sei. Só vendo..." (sorriso)
...
(Sorriso, sorrisos, risos.)
"O que é isto?"
"Não sei, diz-me tu."
"Também não sei..." (sorriso)
...
"Porque te estás a rir?" (sorriso)
(Riso nervoso) "Porque estou feliz."
(gostava de voltar a sorrir assim)
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10:15 p.m.
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sexta-feira, junho 26, 2009
A canção da Terra
Nunca tive posters do Michael Jackson no quarto. Nunca comprei um disco dele. Mas sei de cor o vídeoclip (na altura "teledisco") do "Thriller"; aliás, o meu pai tinha um esquema de ginástica ao som dessa música, que eu dancei vezes sem conta como "mascote" do grupo de ginástica rítmica.
Ele fez parte da minha infância e adolescência, por isso aqui fica a minha homenagem.
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7:11 p.m.
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domingo, junho 07, 2009
Se calhar o doutor tem razão...
"Fazia tudo outra vez
Não aprendia a lição
Começava de novo
Chorava mais uma vez
Sentia pena de mim
Sei que valia a pena
E pode ser que eu mereça
Cair no erro outra vez
Cair no erro outra vez e mais do mesmo
Tudo o que eu quero afinal
É mais do mesmo
Eu dava uma vez
mais tudo por tudo
A menos que alguém
Me desse mais
Hoje eu vou até ao fim
Para voltar ao final
Como quem recomeça
E pode ser que eu mereça
Cair no erro outra vez
Cair no erro outra vez e mais do mesmo
Tudo o que eu quero afinal
É mais do mesmo
Cair no erro outra vez e mais do mesmo
Tudo o que eu queria afinal era outra vida com sal
E mais do mesmo."
Ou não...
Banda sonora: http://mp3.rtp.pt/mp3/wavrss/at3/drestranhoamormaisdomesmomp3_40731-0902121839.mp3
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7:18 p.m.
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domingo, maio 31, 2009
Noite Hard Rock na Moagem ou "O regresso à adolescência"

Ontem foi a primeira verdadeira noite de verão, esplanada com fartura, desde as 19h até à 1h30m, minis e tremoços. Finalmente!
Não sei se para comemorar o primeiro sábado de "verão", na Moagem decorreu a noite "Hard Rock"; fomos até lá ao fim da noite, para "morder o ambiente". Já chegámos tarde e pelo que percebi, as bandas que lá foram (duas) eram de adolescentes aqui da terrinha que faziam umas covers de grupos hard rock. Não tocavam mal e vê-los ali fez-me recuar uns bons 14 anos e ver-me ali, no meio do mosh, a curtir com os amigos.
Há 14 anos também existiam bandas destas, que até tinham temas originais; havia duas que eram particularmente do nosso gosto, pois delas faziam parte amigos nossos: os "Negative I.Q." e os "Bowser". E ontem, ao ver os miúdos todos cantar em frente ao palco e andarem ao mosh, ao som da música da banda dos amigos, fez-me viajar para bem longe no tempo. Lembrei-me do Rock Fest'em Vale, um festival de rock que decorreu em Valverde, tinha eu uns verdes 17 aninhos. E do concerto dos Bowser no bufete da escola secundária, onde o saldo foi umas quantas mesas e cadeiras partidas. E do concerto dos Primitive Reason no recinto da nossa extinta FACIF.
Andava eu nestas divagações quando a dita banda começa a tocar "Killing in the name", dos Rage Against the Machine. Arrepiei-me toda; não que a música em causa seja de arrepiar mas porque as recordações ficaram ainda mais vivas. A música tem o condão de me fazer recordar as coisas de forma ainda mais nítida, parece que revivo a situação toda. E essa música trouxe-me imagens nítidas, como as minha botas dr. Martens, as minhas calças pretas elásticas, as minhas sweats de R.A.T.M., as minhas camisas de flanela aos quadrados. E os moshes. E os concertos. E o liceu. E a adolescência. Senti-me verdadeiramente trintona. Acho mesmo que me senti um pouco velha. Uma das minhas amigas, que era conhecida como a "metálica do Bairro do Cabeço", estava estática a olhar para o palco, quiçá também perdida em recordações.
Inevitavelmente, passou-me todo o meu tempo de liceu pelos olhos, e senti tantas tantas saudades! Posso dizer que vivi a minha adolescência ao máximo: cheguei tarde quando era suposto chegar cedo e tinha o meu pai à espera sentado na sala; fui castigada por não ter cumprido o horário de chegada a casa; fui castigada por emprestar a mota e depois aparecer com ela espatifada; inventei aniversários de amigos todas as semanas para poder ir para o English (cheguei a ter amigos que faziam anos várias vezes por ano); tive notas mais baixas do que as que costumava ter porque estava a atravessar uma fase menos boa; apanhei borracheiras quando ainda nem tinha idade para beber álcool; meti-me num comboio e fui para Castelo Branco sem o meu pai saber, só para ir a outra discoteca. Ah, bons maravilhosos saudosos tempos! A adolescência é a melhor fase da vida de uma pessoa; é dura, é difícil, é um turbilhão de hormonas e pensamentos e sentimentos, mas é de longe a melhor altura. Os amigos são tudo, a família apenas serve para alimentar, dar dinheiro e tecto, podemos mentir aos pais mas nunca aos amigos. Mas se vivêssemos sempre na adolescência nunca lhe poderíamos dar o valor que damos agora. E eu dou. Olho tantas vezes para trás e dou comigo a sorrir, a rever todas as "traquinices" que fiz. E apesar de agora a minha vida não ser tão emocionante como eu gostava, de vez em quando ainda me sinto como uma adolescente, com as tais "borboletas na barriga" e o turbilhão de sentimentos. E é bom.
Apesar de na altura ser apreciadora do hard rock, acho que esta poderia perfeitamente ter sido a banda sonora da minha adolescência. Que posso dizer que foi vivida ao máximo. E ainda bem!Dancing Queen - ABBA
imagem: slaughterdogrecords.com/webpics/mosh.bmp
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9:58 p.m.
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domingo, maio 24, 2009
A alma e o vento

A abertura de gavetas continua, embora a montagem de peças de mobiliário tenha abrandado um pouco.
Este pequeno caderno que folheio agora não tem uma única folha datada, mas pelos textos posso situar este algures entre 1993 e 1994 (xiiiii, sou mesmo muito antiga!). Escrever sempre me aliviou a alma e permitia-me viver situações que nunca poderia viver na realidade; a escrita transportava-me para outro mundo onde as coisas corriam sempre como eu queria. E sem dúvida que estes cadernos eram os meus melhores amigos, não desfazendo dos meus amigos de carne e osso, que também eram muito muito bons!
"Acho que sempre o amei. Agora tenho essa sensação. Desde pequenos que nos conhecemos e talvez estivesse destinado que nós nos uníssemos. A minha alma repousa, inquieta, completamente absorta em pensamentos estranhos. Mas em dias de vento, a minha alma acorda e liberta-se. Rodopia com ele, despenteia árvores, entranha-se no corpo de alguém e retira sabedoria. Quando o vento pára, ela volta a mim e utilizo a sabedoria que ela retirou.
Olho para ele de maneiras diferentes, como se fosse cada bocadinho das pessosas que a minha alma visitou a olhá-lo. Isso ajuda-me a compreendê-lo de muita maneiras. Mas continuo a não entendê-lo de outras.
Será que a alma dele não se liberta em dias de vento?
Um dia gostava que a minha alma o visitasse num dia de vento. Não saberia de imediato que fora a ele que visitara mas aconteceriam coisas que eu, mais tarde, compreenderia. Tento imaginar o que iria encontrar na alma dele. Bastante sofrimento, acho... Talvez, num dia de vento..."
Realmente é muito difícil tentar compreender um adolescente uma vez que, por definição, um adolescente não é para compreender. Mas eu não desisti, foram anos a tentar. Não consegui, mas a minha consciência ficou tranquila: ao menos tentei.
Ainda bem que não queimei os cadernos na lareira da minha casa...
(imagem: Alma e o Vento- óleo s/tela de Guilherme de Faria, 30x40cm, coleção Taís Cortez, São Paulo, Brasil)
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8:00 p.m.
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quinta-feira, maio 21, 2009
Eu sou o anjo da Anunciação!

Hoje aconteceu-me uma das coisas mais emotivas que alguma vez experienciei: dizer a um casal que vão ser pais. Foi uma coisa inexplicável, acabámos as duas a chorar no átrio do hospital enquanto o marido olhava para nós com um ar feliz. Imagino a cena vista pelas pessoas que passavam...
Realmente o choro de felicidade é a coisa mais contagiante que existe, pior que a gripe A ou a indiferença. A felicidade que aquela rapariga sentia era tão forte que eu própria a senti, como se fosse eu a receber a notícia. E mais uma vez senti pena que não estar em contacto com os utentes, pena de estar "escondida" no fundo de um laboratório perdido num (mais ou menos) imenso hospital.
Não consigo descrever a emoção que me invadiu quando ela se apercebeu que a notícia era a melhor que ela podia receber, era a que ela queria ouvir; a princípio não conseguiu interpretar os meus sinais, o meu sorriso era "neutro", como ela própria disse, não dava para um lado nem para o outro. Mas quando "encaixou" a notícia, a onda de emoção foi tão grande que não consegui ficar indiferente. E chorámos as duas de felicidade, perante o ar embevecido do marido; acho que nunca tinha chorado de felicidade, foi a primeira vez. E soube bem.
Diz ela que foi a melhor notícia que já recebeu até agora. E que eu era o seu "anjo da Anunciação" e que até vinha vestida de branco e tudo! Ainda agora, quando me lembro disso, me vêm lágrimas aos olhos.
Vem uma nova vida a caminho. E eu fui a mensageira. Eu sou o anjo da Anunciação. :)
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8:53 p.m.
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terça-feira, maio 19, 2009
"Onde estás, meu menino?"

Falando em gavetas, este já é bem velho e está escrito num caderno, guardado dentro de uma caixa de cartão, que por sua vez está dentro de, claro está, uma gaveta! É daquelas coisas que se devem guardar porque ainda nos conseguem fazer sorrir, embora no passado nos tenham feito chorar. Coisa complicada, a adolescência...
"Onde estás, meu menino, homem da minha vida? Procuro-te e não te encontro. O corpo que antes habitavas está ocupado por outra pessoa. Quem é vivo sempre aparece... Mas tu não apareces...
Eu não quero acreditar que morreste, mas acho que é o que, de facto, aconteceu. Tenho saudades de ti, homem da minha vida, que desapareceste, que te tornaste névoa, poeira, pó, algo ido, talvez sonho.
Tenho saudades de te ver na janela; aquele que habita o teu corpo nem sequer lá vai... Tenho saudades de te sentir nos meus braços, de te beijar, de ser beijada por ti...
Mas quem morre não volta... e tu morreste. Porquê? Porquê?... Lembro-me dos teus olhos escuros, do teu sorriso terno, de tudo o que nunca mais vai voltar.
Só gostava de poder ter-me despedido de ti, dar-te um beijo sabendo que era o último, olhar-te sabendo que nunca mais o poderia fazer de novo...
Porque é que morreste, homem da minha vida? Porque é que te mataram, porque é que te levaram?
Olho para trás e vejo a nossa história, tão linda, tão feliz, tão pura... e num momento, num relâmpago, tudo fugiu. E olhei para ti. Mas já não te vi, estavas morto.
Ainda hoje, que já encontrei outra pessoa com que poderia construir outra história, olho para a tua fotografia e sinto que o meu amor por ti ainda não morreu, e que o teu amor por mim ainda existe, muito fraco, tentando viver debaixo de tanta infelicidade, sofrimento e desilusão.
Morreste... Mas eu não quero acreditar... Porque as pessoas que eu amo não morrem nunca..." (algures entre Fevereiro e Março de 1995)
Algumas ressalvas:
- ninguém morreu mesmo, é a minha veia metafórica a falar; isto não é defeito, é mesmo feitio.
- tinha 17 anos quando escrevi este texto.
- para mim o amor era sempre acompanhado de sofrimento; o Bocage, ao pé de mim, escrevia comédias.
- fui uma verdadeira adolescente, com crises existenciais e períodos de apatia, em que ficava deitada na cama a olhar para o tecto e a imaginar cenas dramáticas.
- sei que o rapaz de quem este texto fala nunca gostou de mim, pelo menos não da maneira que eu queria que ele gostasse, mas sempre quis acreditar que sim.
- sei que amei de paixão esse rapaz, mas hoje não tenho tanta certeza que ele é o homem da minha vida.
- apesar de todo o sofrimento por que possa ter passado, não me arrependo de nada do que vivi porque me senti viva!
P.S. - Ah, e na capa desse caderno tenho os nossos nomes escritos por ele. Vale a pena guardar estas coisas!
P.S.2- E também tenho as minhas notas de 11º ano! Matemática e Filosofia eram as minhas piores notas. Já não me lembrava disto.
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10:09 p.m.
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domingo, maio 17, 2009
Gavetas...

Talvez porque agora ande muito entretida montar móveis, tenho dado comigo a pensar na problemática das gavetas. As gavetas servem para guardar coisas, tanto coisas que estão a uso como coisas que já não servem para nada mas que não conseguimos deitar fora. Existem também umas coisas muito úteis chamadas "amortecedores de gaveta" que impedem que a gaveta feche com muita força e faça barulho.
Há quem tenha dificuldades em fechar definitivamente uma gaveta; uma gaveta definitavemente fechada não serve para nada, deverá até deixar de ser chamada "gaveta" e passar a ser chamada "arquivo morto" ou coisa assim.
As coisas guardadas numa gaveta devem ser coisas que ainda têm préstimo, que podem e devem ser usadas. Se uma gaveta deixa de ser aberta, deixa de fazer sentido, e por isso, se as coisas que estão lá dentro deixam de ter préstimo, devem ser deitadas fora para dar oportunidade a novas coisas para ocuparem essa gaveta.
Uma gaveta só é completa se correr livremente pelas calhas onde está encaixada, abrindo e fechando para que as pessoas possam retirar do seu interior as coisas que precisam ou guardar dentro delas as coisas que já não usam mas que acarinham e que querem manter perto de si.
Fechar uma gaveta para sempre é um contrasenso, devemos é livrar-nos das tais velharias que não têm préstimo e que não queremos perto de nós; podemos deixar de abrir uma gaveta com tanta frequência, mas se o que está lá dentro ainda tem algum signficado para nós, de vez em quando até podemos abri-la e olhar lá para dentro. E se o que estiver no seu interior nos fizer sorrir mais uma vez, é porque ainda tem algum préstimo e aí faz sentido estar numa gaveta. Que não se deve fechar definitivamente. Mas se o que está na gaveta é inútil e não serve para nada, nem para fazer alguém sorrir, então mais vale deitar fora. Gaveta incluída.
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6:59 p.m.
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quinta-feira, maio 07, 2009
É a pronúncia do Norte...

No fim de semana fui ao Porto. O meu conhecimento da "Inbicta" resumia-se à saída para a A3 em direcção a Famalicão ou Braga, ao estádio do Dragão (que se vê da A1) e às portagens.
Mas desta vez resolvi aventurar-me pelas ruas do Porto. Tendo em conta que apenas conhecia a zona do estádio do Dragão, foi esse o sítio escolhido para deixar o carro. Devo dizer que a esta altura já sei o caminho para lá de olhos fechados, já nem preciso do GPS; apesar da beleza do dito estádio (até se me revoltam as entranhas enquanto escrevo esta linha), e tive a oportunidade de o observar bem pois parei ao lado 3 dias consecutivos, não vou mudar as minhas preferências clubísticas. O FCP tem um estádio bonito mas fiquemo-nos por aí, nada de cachecóis azuis e brancos ao pescoço, ok?
Como estava a dizer, deixei o carro na Avenida dos Campeões Europeus (por amor da santa, que nome para uma rua...) e fui para o Metro, que, para minha surpresa, é mesmo um metropolitano. Sempre imaginei o Metro do Porto como uma espécie de eléctrico e foi uma agradável surpresa quando verifiquei que era um "Metro-Metro".
O almoço foi no Capa Negra do Campo Alegre onde enfardámos uma "berdadeira frâncesinha", com linguiça e picante. Até saímos de lá com um sotaque esquisito, carago!
Depois do almoço, que ficou bem pesado no estômago, apanhámos o Metro na Casa da Música (construção peculiar, aquela; ainda não sei se gosto ou não...) e fomos até aos Aliados, tomar um café no Guarani, onde paguei a módica quantia de 1,20€ por um café! Passámos pela rotunda da Boavista, que me ficou no coração pela sua magnífica estátua de um leão a "depenar" uma águia. Lindo!
Descemos a pé até à Ribeira, que ADOREI!! Quase que me meti num daqueles "cruzeiros" no rio Douro, mas não havia muito tempo. Ficará para uma próxima oportunidade. Daí seguimos até à rua de Santa Catarina, que estava apinhada de gente nas lojas, nas esplanadas, em todo o lado! Não fiquei para a noite, mas hão-de haver mais oportunidades.
Gostei mesmo da cidade, realmente o Norte tem um encanto que o Sul nunca há-de ter, não sei se pela simpatia das pessoas, pelo sotaque delicioso ou pelo orgulho que os portuenses têm na sua cidade. Se algum dia tivesse que escolher uma cidade para viver, o Porto estaria certamente entre as hipóteses a considerar! É a pronúncia do "nuorte", carago!
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10:21 p.m.
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terça-feira, maio 05, 2009
Também gosto muito desta...
Pela melodia, pela letra, por ser Caetano. Só mesmo ele para escrever uma música assim. Que já tinha sido mencionada noutro post que escrevi em 2006. Há músicas que marcam uma vida.
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10:42 p.m.
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quinta-feira, abril 23, 2009
A desilusão do falhanço ou em busca da ADSE perdida

Sou uma lutadora. Quem me conhece sabe que não sou de ficar à espera que as coisas me caiam no colo. Não é do meu feito, pronto.
Há umas semanas levantou-se a questão de ter ou não direito à ADSE, isto é, assistência na doença aos servidores civis do estado. Embora trabalhe para uma instituição pública não sou funcionária pública, não pertencendo portanto aos quadros do Estado. E pelo que consta no meu contrato, também não sou agente do Estado (seja lá o que isso for). No entanto, havia coisas na legislação que eu tive a coragem de consultar (ia dando em maluca com tanta lei, decreto-lei, artigos...) que, à luz da minha interpretação de leiga, me diziam que eu podia ter direito à ADSE, a saber: "Todos os trabalhadores que, nos termos dos artigos 1.º a 3.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, exerçam funções públicas, independentemente da modalidade de constituição da sua relação jurídica de emprego público, e que não se encontrem abrangidos por qualquer outro subsistema de saúde integrado na Administração Pública.". Ora analisando a coisa, vejo que:
1º - sou trabalhadora (e muito!);
2º - exerço funções num organismo público;
3º - não estou abrangida por nenhum outro subsistema de saúde sem ser a Segurança Social.
Quando vi isto pensei logo que iria ter direito e, munida da papelada toda que reuni, lá me dirigi à secção de Recursos Humanos, disposta a provar por A+B que tinha direito à ADSE. Balde de àgua fria: é tudo verdade mas o hospital não é um organismo público, é uma empresa do Estado. Todas estas permissas são aplicadas a organismos públicos, coisa que o hospital pelos visto não é.
Fiquei mesmo desmoralizada; levantei-me, meti os meus papeluchos debaixo do braço e o rabo entre as pernas, e fui trabalhar, que é para isso que me pagam. Mas ia pelo corredor cheia de revolta. Custa ver colaboradores que trabalham no mesmo espaço físico e que são pagos pelo mesmo patrão terem direitos tão diferentes.
Custa muito levar uma nega mas pelo menos não fico a pensar nisto. Isto agora incha, desincha e passa. Mas pelo menos fui lá e falei! Saí de lá perfeitamente esclarecida mas mesmo assim ainda vou mandar um mail para a direcção da ADSE.
É triste falhar, mas mais triste ainda é não tentar! O não é sempre garantido, não custa nada ir à procura do sim.
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Bachelorette
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7:03 p.m.
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