Quem procura sempre acha?

Hoje fui à procura de um livro. Ia fisgada em comprar "O Leitor", de Bernhard Schlink; vi o filme no sábado à tarde e achei que seria boa ideia investir no livro. Entrei na loja e comecei a percorrer os corredores com os pés e as prateleiras com os olhos. Destaques, top livro, literatura estrangeira e nada. De repente, numa prateleira baixinha lá o vislumbrei. Desilusão, era tão fininho, umas míseras 144 páginas! Depois de um filme de duas horas estava à espera de um livro mais... robusto, um calhamaço mesmo. Claro que não é o tamanho que importa, mas sim o prazer que nos proporciona, mas o facto é que não comprei o livro.
Enquanto o procurava, dei comigo a pensar que era infinitamente mais fácil pedir ajuda ao colaborador da loja (ainda demorei uns bons 10 minutos a encontrá-lo), mas eu sou como os homens quando se trata de pedir indicações sobre o caminho para um sítio qualquer, prefiro demorar mais mas conseguir sozinha! De facto, as coisas que obtemos por nós próprios têm outro sabor; não nego que toda a gente precisa de ajuda de vez em quando, mas só depois de muita luta e de falhanço total. O facto de termos sempre alguém que nos ajude a fazer tudo pode fechar muitas portas; se eu tivesse pedido ajuda ao colaborador da loja não teria continuado a olhar para as prateleiras e não teria encontrado o livro que acabei por comprar: "Bom Karma - como obter e manter". Há tanto tempo que me questiono sobre essas coisas do karma e nunca pensei que viria a encontrar um livro que pudesse responder a muitas dessas questões. Claro que não me vai tirar todas as dúvidas (se calhar nem me vai tirar nenhuma) mas vai, pelo menos, satisfazer-me a curiosidade acerca deste assunto. Queria tanto fazer uma limpeza de karma, agora já não preciso de recorrer à tal "lavandaria esotérica", posso fazer uma sabonária em casa.
De facto, às vezes procuramos tanto uma coisa e não a encontramos, e quando menos esperamos, aquilo que procuramos é que nos encontra.












